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“RADIOACTIVE”

Em exibição no Netflix. A franco-iraniana Marjane Satrapi, realizadora de “Persépolis”, é a diretora de “Radioactive”, mais um filme eventualmente afetado por manifestações espíritas, sem que isso seja alertado ao público, muito menos por parte da crítica, infensa ao tema. O que me obrigou a desvelá-lo, em parte, devido à cegueira reinante. Física e química, a chamada Madame Curie sempre enfrentou dificuldades em conseguir apoio para suas experiências científicas pelo simples fato de ser mulher, por volta dos anos 1890. Ao conhecer Pierre Curie e formarem um casal voltado para a ciência e o amor, chegaram ao Nobel de 1903 por pesquisas pioneiras sobre a radioatividade. Pierre viria a morrer contaminado, mas Marie Curie prosseguiu em seus experimentos químicos para conquistar o Nobel de 1910. Durante a Primeira Guerra Mundial, ela desenvolveu unidades de radiografia móvel para fornecer serviços de raio-X a hospitais de campanha. Dentre os vários benefícios da utilização da radioatividade, matar bactérias e vírus no diagnóstico de doenças e no controle do câncer, uma vez que a radiação penetra no corpo e atinge tumores malignos. Ao longo da história, alguns cortes no filme são direcionados para momentos futuros, mostrando utilizações práticas das descobertas de Madame Curie, de forma positiva como a radioterapia, que evoluiu para a tomografia computadorizada, e negativa, como a bomba de Hiroshima, o acidente de Chernobyl e os testes nucleares. Irène, sua filha, e Frédéric, seu marido, viriam a ganhar o Nobel de Química em 1935 pela descoberta da radioatividade artificial. Isso tornou a família Curie na maior ganhadora de prêmios Nobel até hoje. Marie se constituiu na primeira mulher a conquistar o Prêmio Nobel, a única a abiscoitá-lo duas vezes, além da única pessoa a ser premiada em dois campos científicos diferentes. Sempre teve uma personalidade rebelde e nunca se submeteu aos padrões impostos pela sociedade, tornando difícil a convivência com seu marido, por nele ver equivocadamente a luta contra o machismo, onipresente à época. Mas ele a amava muito e, como espírito, sempre esteve presente em toda sua trajetória vencedora, diante dela, apesar da religião de Marie ser a Ciência. Enxergando-o, mas não levando fé, até ele fazê-la levantar-se do leito da morte no hospital, e conduzi-la pela mão para o Plano Espiritual.

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