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“SPENCER”

O filme dirigido por Pablo Larraín (“No” e “Jackie”) se notabiliza pela história escrita por Steven Knight, o roteirista britânico que merece receber o Oscar de melhor roteiro original. “Spencer” é sobre a Lady Di no feriado de Natal com a família real no palácio de Sandringham, em Norfolk, cujo casamento com Príncipe Charles já estava à deriva depois de 10 anos. Onde só se ouviam rumores de traição e de divórcio, com ela próximo de deixá-lo, era Camilla Parker Bowles quem frequentava o palácio com seu marido, e o príncipe só tinha olhos para ela. Kristen Stewart interpreta Diana e também faz jus a um Oscar – de melhor atriz -, quando encarna estupendamente uma prisioneira das tradições e sua extrema vulnerabilidade diante da máquina burocrática da família real. A Lady Di que o povo amava na vida real está no filme: sua audácia delicada e sutil que por vezes explodia em desafios abertos às convenções, porquanto ela se via sem nada a perder. A comparação da Lady Di com a ex-rainha Ana Bolena, também deixada de lado pelo marido Henrique VIII, na primeira metade do século XVI, foi um achado em “Spencer”. “All I need is a miracle”, outro Oscar a caminho, de tão gostosa a música que finaliza “Spencer”. Steven Knight, através da Lady Di, deixou em má situação a Rainha Elizabeth, o Príncipe Charles, a monarquia inglesa com seus costumes pra lá de ultrapassados, isso para não falar do principal responsável: o povo inglês que, com seu poder de voto, silencia, dizendo: “estamos juntos!”

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