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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Chama-se violência doméstica o estágio número 1, quando o homem perde o controle sobre si mesmo ao discutir com sua esposa, companheira ou namorada, metendo o dedo na cara, segurando os braços ou dando um puxão, encarando olho no olho de tão próximo que cospe marimbondo na cara dela para justamente agredi-la com o perdigoto que lança ao falar. Na sequência, acuando-a, imprensando-a contra a parede valendo-se de sua maior força física. Deixando roxas partes do corpo como resultado de apertões de todos os gêneros.
Isso basta para configurar essa categoria de abuso como pilar da violência doméstica por sua ação quase não deixar impressões digitais se comparada com os estágios primatas posteriores como uma sessão de chutes, socos e empurrões, ou o assédio ou estupro, ou o parceiro controlar o dinheiro da mulher impedindo que ela seja independente financeiramente, ou obrigar a parceira a práticas sexuais que ela não deseja.
Forçoso desconstruir pensamentos engessados. A violência doméstica não é só física. A agressão psicológica e moral também machuca e provoca sequelas, quando humilha a mulher, diminuindo-a, menosprezando e a fazendo se sentir inferior.
Começa com a típica fala do homem “é ela quem me provoca”, depois “essa mulher não para de falar, azucrinando meus ouvidos”, “está sempre competindo comigo e me desafiando, quem ela pensa que é?”, finalizando com “se fiz isso tudo, é por culpa exclusiva dela”.
Mas muitos, inclusive a própria vítima, não consideram a violência doméstica como uma prática brutal ou mesmo abuso. Algumas mulheres precisam ser ajudadas a perceber sinais claros de quando a relação amorosa passa a trilhar esse caminho perigoso, já que existe um vínculo emocional entre a vítima e o agressor difícil de ser rompido – chamado equivocadamente de amor. Funciona como uma prisão em que ela não o denuncia porque já foi tão humilhada que acha que não encontrará outro homem e por ter medo da solidão. Ou porque também pensa que foi ela quem provocou as reações do parceiro.
Ou até porque, na disputa entre homem e mulher, a fronteira entre o amor e ódio é difícil de ser demarcada.

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