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A CASA QUE JACK CONSTRUIU

A CRÍTICA DA CRÍTICA

O brilhantismo intelectual do diretor dinamarquês Lars von Trier o levou a realizações polêmicas e complexas, tais como “Dogville” e “Melancolia”. “A casa que Jack construiu” é mais um filme em que “deseja conversar com Deus” para tentar desvendar os enigmas de nossa existência, avançando mais na espiritualidade do que no inferno de Dante Alighieri. Se ele já disse que compreendia Hitler no Festival de Cannes de 2011, é vero, pois ingressa na mente de um psicopata e o disseca com a habilidade de um cirurgião psiquiatra. Revelando com arte incomum (pintura, canções, poesias) a nenhuma culpa do assassino e avisando durante o desenrolar quanto à liberdade poética de que faz uso com imagens do nazifascismo e comunismo, de campos de concentração, de carnificinas sem fim, repletos de detalhes artísticos, fazendo-nos lembrar dos nossos psicopatas que acabamos de eleger. Uma verdadeira obra de arte! O serial killer evolui de levar a cabo suas perversidades às escondidas para se esconder de fato no seio da coletividade, para quem for capaz de percebê-lo, abordando suas vítimas com uma ideia na cabeça e um celular na mão, e propagando qualquer absurdo que lhe vier à mente. Método que se tornou por demais conhecido nas últimas eleições no Brasil. No final, ele se frustra com a casa que tentou construir e nunca conseguiu, sendo conduzido coercitivamente rumo ao inferno, mas ainda assim lhe será dada uma nova chance. O psicopata tem chance de se redimir?

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