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A DITADURA DO POLITICAMENTE CORRETO NO CARNAVAL DE 2017

Marchinhas consideradas politicamente incorretas têm de ser banidas? Como “O teu cabelo não nega” (o teu cabelo não nega que és mulata na cor), “Maria Sapatão” (de dia é Maria, de noite é João), “Cabeleira do Zezé” (olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, parece que é transviado, mas isso eu não sei se ele é). Não tem mais como passar ao largo de coisas que hoje são consideradas ofensivas, não devendo fazer coro. Essa é a tese de feministas abraçadas aos que detestam músicas consideradas de mau gosto.

O Cordão do Bola Preta contesta, as marchinhas não tinham a intenção de desrespeitar as pessoas nem de serem ofensivas. Carnaval é uma grande brincadeira, o preconceito está mais dentro das nossas cabeças do que nas marchinhas, escritas dentro de outro contexto, antigo e tradicional, vencendo barreiras da época, que era abordar temas não possíveis quando a caretice assumia o comando na maior parte do ano.

Ou bem vivemos sob a ditadura do politicamente correto ou brincamos o Carnaval na maior sacanagem.

Não é por outra que os bispos das igrejas de crentes recomendam não sair à vera no Carnaval e se protegerem em retiros. É o que ameaça fazer o bispo Crivella, eleito prefeito do Rio de Janeiro, que irá virar as costas para a sua responsabilidade de estar à frente do maior evento da Cidade Maravilhosa e se resguardar da pouca vergonha e da licenciosidade que impera em meios extrarreligiosos. Só se descobrir-se político e voltar atrás respeitando os votos que recebeu para não misturar política com religião.

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