Não há dúvida de que o ser humano quer ser feliz; está em sua natureza. Por isso, trabalha ou pensa sem cessar a fim de melhorar sua posição na Terra, sem deixar de procurar as causas de seus males no intuito de remediá-los. Um dia ele irá compreender que o egoísmo é uma destas causas, por engendrar orgulho, ganância, avareza, inveja, ódio, ciúme, a cada instante o pressionando.
São os portadores de transtornos em todas as relações sociais, estimuladores das dissensões, destruidores da confiança em si, obrigando a nos manter na defensiva diante de nosso vizinho, que de amigo passa a inimigo, quando também compreenderá que seus vícios são incompatíveis com sua própria felicidade, e mesmo com sua segurança e bem-estar. Quanto mais sofrer diante desse estado de coisas, mais sentirá a necessidade de combater tamanhos males, que podem atingir a dimensão de uma epidemia ou mesmo de um flagelo.
A ducentésima sexagésima sétima intervenção espiritual, em 26 de junho, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura de “Vinha de Luz”, 175 (“A verdade”), de Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel, e estudo preliminar do capítulo 12 (“Amai os vossos inimigos”), item 4 (“Pagar o mal com o bem”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Em razão da desproporção com que seu ego se expande e se desorganiza, é do seu próprio interesse agir o quanto antes e não reclamar das provações a que todos nós estamos sujeitos, e nem daqueles investidos como instrumentos dessa desdita. Ainda mais se julgar que ocupa uma posição de destaque no mundo para não se ofender com insultos dos que, julga, seus inferiores.
O egoísmo é a fonte de todos os vícios, assim como a caridade é a fonte de todas as virtudes; destruir um, desenvolver outra, deve ser o objetivo de todos os esforços do ser humano, se deseja assegurar sua felicidade aqui na Terra e eternizá-la em sua vida espiritual.
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