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CAPÍTULO 35 – ESSE NEGÓCIO DE ÉTICA ESTÁ FICANDO RELATIVO

O Supremo Tribunal Federal considerou de somenos importância coincidir a realização do julgamento do mensalão com a campanha eleitoral para prefeitos e vereadores, quando o julgamento pode estar sendo decidido em bases técnicas, mas as consequências do resultado serão sobretudo políticas, face à expectativa criada quanto à higiene de nossas práticas e costumes  – senão o processo teria sido desmembrado para as instâncias comuns do Judiciário. Façamos uma experiência. Por que não tentar coincidir o julgamento do mensalão do PSDB com a campanha presidencial em 2014? Os mesmos que hoje não veem nada de mais, torcendo caladinhos pela condenação de José Dirceu e de seu bando, em virtude do problema ser do PT e eles que se danem (quem mandou roubar?), indignar-se-ão com o absurdo da armação engendrada por aloprados para o petismo completar 16 anos na Presidência. Mas não parou por aí a “coincidência”. Na semana entrante, o julgamento será acelerado com sessão extra para logo deliberar a respeito das penas aos condenados, justamente nas vésperas do 2º turno. De modo a não atrapalhar a viagem ao exterior de Joaquim Barbosa para tratar de seu carma. E a mídia alimentar a esperança de com a manchete “José Dirceu na cadeia!” ver diminuído o brilho da vitória conquistada pelo PT nas disputas municipais. Ficou claro, portanto, que a Suprema Corte não assimilou que o julgamento não tivesse interferido nas eleições, conforme o procurador Gurgel salientou que seria até salutar. Faltou combinar com os eleitores. Esse negócio de ética está cada vez mais ficando relativo.

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