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CAPÍTULO LXXXIV – PREMONIÇÃO QUE SERVIU DE BÁLSAMO NA ALMA DA MADRINHA

Deus se utiliza de nós, como partículas Dele, para lapidar o novo desenho da realidade, em verdade, o ciclo evolutivo da Humanidade. Pedra por pedra, necessariamente lento visto que muitos céticos ou descrentes ou em busca de mais energia criativa ou por querer entender o mundo de forma mais racional ou principalmente por ainda não possuir uma inspirada e alentada consciência espiritual, dando a sensação que apenas vagueiam, desanimados, pela Terra, certamente dificultando um porvir mais promissor para a Humanidade como um Todo.
A octogésima primeira intervenção espiritual, em 5 de julho de 2019, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura e comentários sobre o item 6 (“Parábola dos talentos”) do capítulo 16 (“Não se pode servir a Deus e a Mamon”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Na parábola dos talentos, o Senhor entrega seu dinheiro a três de seus servidores, em cotas diferentes, segundo a capacidade de cada um, para que depois lhe prestassem contas. Dois deles dobraram o capital posto sob sua confiança, enquanto o terceiro escondeu-o embaixo da terra, alegando temor a Deus para devolver o que não lhe pertencia. O que encolerizou Deus, chamando-o de mau e preguiçoso por não ter colocado seu dinheiro nas mãos dos banqueiros de modo a retorná-lo com os juros que lhe cabia. A consequência destas palavras, se consideradas ao pé da letra, parece condenar aquele que nada tem, tirando até mesmo o que lhe restou, mas serve para contrapor à riqueza como obstáculo absoluto à salvação, um meio inevitável de perdição, se o homem dela abusar como costuma tirar vantagem de todos os dons que Deus que lhe proporciona. Quando pode ser o principal meio de realização das necessidades do homem se destinado a grandes trabalhos, atividades e pesquisas.
Tão difícil quanto estabelecer uma razão ou encontrar um denominador comum entre a riqueza e a pobreza, é traduzir no idioma espírita o que passou no último contato entre Estela Barbosa e sua tia e madrinha Lúcia. Havia grande sintonia entre ambas, mesmo com a primeira residindo no Rio de Janeiro e a segunda em Ribeirão Preto. Sempre se buscavam com muito amor e carinho, demonstrado sem reservas, em total confiança e com extrema facilidade. Quase não ficavam sem se falar, fosse por telefone ou se visitando. As datas comemorativas eram infalíveis para revelar o quanto se queriam. Em 2009, na Páscoa, Estela normalmente ligaria para ela no domingo, quando todos confraternizavam. Mas acordou na véspera, sentindo uma certa agonia. Era preciso falar com a madrinha o quanto antes, racionalizando um receio de na Páscoa ela não se encontrar tão disponível. Não resistiu e telefonou por volta das 20 horas. Sua filha, e prima da Estela, atendeu e alertou-a que o dia não havia sido nada bom para sua mãe. Estela ainda teve a oportunidade de confessar à tia o quanto a amava e a fazia muito feliz por mais uma vez estarem se falando. E o quanto a madrinha era importante em sua vida. Sua prima disse-lhe que ela esboçou um leve sorriso enquanto a escutava, e logo depois faleceu, ouvindo sua voz. Morreu feliz, uma bênção dos Céus! De idade avançada, cumprira sua missão. Apesar da tristeza com sua partida, Estela sentiu-se realizada e agradecida a Deus por ter lhe dirigido as últimas palavras, tocantes e lindas, um verdadeiro bálsamo na alma da madrinha, e que a ajudou a ingressar no Plano Espiritual.

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