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CAPÍTULO XCV – DECÁLOGO DO HOMEM DE BEM

Segundo Allan Kardec no livro “O que é o Espiritismo”, os Espíritos têm sua visão de julgar as coisas, que nem sempre corresponde à nossa. Ao passo que a nossa vista é circunscrita pela matéria, limitada pela estreiteza do círculo em que vivemos. Eles veem, pensam e agem segundo um conjunto no qual o tempo é um instante e a distância, basta um simples passo. Enquanto, para nós, tudo parece demorar muito tempo e extremamente longínquo. E certos detalhes, de extrema importância para os aferrados à força da gravidade, são frivolidades no contexto espiritual, e quanto a outras particularidades, falta-nos o verdadeiro alcance. Para compreendê-los, é preciso que nos elevemos pelo pensamento acima do horizonte material e moral e nos coloquemos no seu ponto de vista, uma vez que não são eles que devem descer até nós, e sim nós subirmos até eles. O corpo é a provação e o espírito, a evolução.
A nonagésima segunda intervenção espiritual, em 6 de dezembro de 2019, foi realizada em minha residência por estar fortemente gripado, o que não me impossibilitou de fazê-la em meu quarto e no escuro, sob a égide da leitura e estudo preliminar do item 3 (“O homem de bem”) do capítulo 17 (“Sede perfeitos”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
O homem de bem regularmente questiona sua consciência sobre seus próprios atos e se realizou todo o bem que estivesse ao seu alcance. Se voluntariamente negligenciou uma ocasião de ser útil, se propiciou aos outros tudo o que gostaria que lhe assegurassem. Se acredita na sabedoria divina e sabe que nada acontece sem a permissão de Deus, submetendo-se às suas decisões e colocando a espiritualidade acima da materialidade temporal. Se aceita todas as dores e decepções como provas ou expiações sem se lamentar. Se faz o bem sem esperar o retorno. Se encontra satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas consolações que leva aos aflitos, nas lágrimas que seca, sem calcular o custo benefício de cada ação generosa.
O homem de bem não distingue raças (etnias), culturas ou crenças, pois vê irmãos em todos os homens. Respeita todas as convicções sinceras e não amaldiçoa quem não pensa como ele. Ou seja, quem não recua perante a ideia de causar um sofrimento ou uma contrariedade, ainda que ligeira, a caridade não é o seu guia e a palavra maldosa e o desdém dão o tônus à sua alma.
O homem de bem não se nutre do ódio, nem do rancor, nem dos desejos de vingança, tão somente perdoa e esquece as ofensas, já que não desconhece que ele mesmo é carente de indulgências, de conformidade com suas fraquezas. Não lhe apraz sair fuçando defeitos nos outros, preferindo estudar suas próprias imperfeições e trabalhar sem cessar para combatê-las. Para depois nele sentir que sua alma ficou mais leve e melhor, atenuando o mal que nos ronda.
Não exalta a si mesmo nem a seus talentos, não se envaidece de sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, pois tudo o que lhe foi concedido por Deus, abruptamente pode desaparecer de uma hora para outra, caso se sirva para exclusivamente satisfazer suas obsessões em forma de paixão. Uma vez que se trata de um depósito feito em seu nome, abrangendo inclusive inspiração, vontade de viver e a própria fé, das quais deverá prestar contas.
Se, na ordem social, estão sob seu comando semelhantes perante Deus, evite tudo o que poderia dificultar-lhes a posição subalterna e use de sua autoridade para erguer seu moral, e não para esmagá-los com seu orgulho prepotente.
Este não é o decálogo completo que distingue o homem de bem, mas quem quer que se esforce para segui-lo, já está no caminho que conduz a todas as outras qualidades.

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