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CAPÍTULO XVII – POBREZA DE ESPÍRITO

“Estar muito próximo da morte também é uma forma de felicidade. Apenas sobreviver se torna a maior liberdade de todas.” Imre Kertész, escritor húngaro, Prêmio Nobel de Literatura em 2002, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, na Segunda Guerra Mundial, e do totalitarismo em seu país durante a Guerra Fria, quando, com um olhar crítico e duro, preservou em sua obra a experiência frágil do indivíduo contra a arbitrariedade inclemente da História.
O intestino passou a reagir como uma criança. De princípio, inocente, parece aceitar o alimento entrante sem maiores problemas. Em seguida, questiona sem fazer alarde. Quando então passa a resistir ferozmente ao exigir de mim sinceridade para acolhê-lo bem em sua nova fase. O que está mudando meu equilíbrio na vida e me fazendo ver tudo de maneira diferente, o que me confere maior responsabilidade para encarar meu corpo com o intestino encurtado.
O câncer é uma doença crônica porque os médicos não podem assegurar sua cura ou que não voltará nunca mais. Eles jogam muito com o fator tempo para se rejubilarem com o pior já passou, mas, na verdade, o câncer é como se fosse a navalha que de repente se desvia do escanhoamento e secciona sua carótida, de tão traiçoeiro que é. É como se fosse um artifício sagaz que Deus emprega para nos despertar (meu caso) ou mesmo retirar da vida material, se chegada a hora que reúne motivos que só Ele sabe. Os motivos são variados como quem está evitando enfrentar certos dilemas ou adotar uma neutralidade que o imuniza de qualquer confronto que poria em xeque sua postura ou convicções, ou mesmo sacrificar quem despreza a vida, brinca com ela ou deseja se intrometer em seus desígnios, se houver fundada razão para isso.
A décima sétima intervenção espiritual, em 1 de abril de 2016, se iniciou com cânticos para abrir caminho para os espíritos curadores e a leitura dos itens 1 e 2 (“O que é preciso entender por pobres de espírito”) do capítulo 7 (“Bem-aventurados os pobres de espírito”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Pobres de espírito não são os homens desprovidos de inteligência, e sim os humildes a quem Deus presta mais atenção do que aos orgulhosos. Os homens da ciência e da cultura geralmente têm um conceito tão elevado de si e de sua superioridade, tão preocupados consigo mesmos, com suas vaidades e com seus julgamentos considerados indiscutíveis e inapeláveis, que se recusam a admitir o mundo invisível e um poder extra-humano, não porque estejam acima de sua capacidade de entendimento, embora possa transparecer, e sim porque seu orgulho se revolta contra a ideia de que haja alguma coisa acima da qual não possam se colocar e que os faria descer do seu pedestal.
Por isso, sobra desdém por tudo que não é do mundo físico e visível, atribuindo essas crenças a pessoas simples, pobres de espírito. Quando todos terão de passar forçosamente pelo buraco da agulha, e aí seus olhos serão abertos. Ao vislumbrar o inculto progredindo, em sua simplicidade de coração e humildade de espírito, em contraste com o imobilismo do pretensioso sábio, que acreditava mais em si e cultuava o orgulho dentre os vícios que mais nos distanciam de Deus. A humildade é um ato de respeito e de ceder diante dos desígnios de Deus, enquanto a soberba é uma revolta contra Sua ação providencial sobre todas as coisas deste mundo.
Hoje, com a evolução do espiritismo, aquele que pretende ser mais do que é na realidade é que se tornou uma pobreza de espírito.

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