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DENUNCISMO

Denuncismo é a denúncia a torto e a direito sem se preocupar se tudo o que está se dizendo é verdadeiro. Busca a intriga a qualquer preço e as maledicências da intimidade do perseguido em questão. Quem não se lembra dos dossiês do ACM formados a partir de recortes de matérias de jornais? Da jornada de Carlos Lacerda contra Getúlio Vargas e, recentemente, do petismo contra a política econômica de FHC. Hoje, tudo virou casa da mãe joana. Dólares de Cuba, pasta rosa, valerioduto financiando orgias de deputados, dossiê Cayman, Zé Dirceu dividindo quarto com Waldomiro, o Lula apregoar que depois da primeira mentira as subseqüentes viram vacas nos pastos da bancada ruralista que considera terroristas os invasores do MST.
Quando terrorismo é os Estados Unidos invadirem o Iraque e os sunitas, com seus contragolpes violentos e denodados, servirem de exemplo aos excluídos do mundo inteiro para reagirem na mesma moeda. Propiciando a palavra de ordem no planeta on-line: Uni-vos!
Foi o que bastou para estimular facções xiitas do tráfico sem comando organizado que arrebanha e vicia adolescentes para tacarem fogo, sem o mínimo sentimento de culpa, em passageiros de ônibus nas vizinhanças do Quitungo – mais uma favela do Rio a marcar presença no rumo da tomada da bastilha em que a cidade se transformou com seus muros e grades.
Mas o denuncista prefere as entranhas do poder público para derrubá-lo e pô-lo nas mãos de seus prepostos, pouco se importando com o pânico que campeia no país face ao estado de insegurança generalizado. No entanto, o denuncista pode ocupar o lugar do Bem ao se transformar em informante a serviço da democracia quando as denúncias se confirmam ao espelharem a realidade suja, prestando um serviço ao aprimoramento das instituições.
Porém, pode encarnar o Mal quando veicula notícias faltando uma perna, sem o olho e malcheirosas apenas para confirmar suas teses. Viram uma catarse para cuspir marimbondo, pisar na barata e chutar ratazanas que pululam nos podres poderes, se igualando a seus inimigos ao se tornar perverso carrasco que reproduz os seus piores instintos ao acusar indiscriminadamente os políticos em nome de uma ética que não consegue exercer nem em família. Pois senão seria esquizofrênico, já que pratica todo santo dia a arte de ser tão mau-caráter, chafurdando-se no chiqueiro das chicanas jurídicas que respaldam as mentiras eleitorais, para diplomar-se na gênese da ciência política e sair apregoando que “se eu fosse presidente, no primeiro dia do meu mandato, eu…”

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