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BRASIL 3 X 0 BOLÍVIA

Neymar saiu contundido da Copa do Mundo de 2014 no Brasil e não enfrentou a Alemanha dos 7×1. Neymar jogou machucado a Copa do Mundo de 2018 na Rússia, na qual fomos eliminados pela Bélgica nas quartas de final. Neymar foi expulso na fase classificatória e ficou de fora da Copa América de 2015 por descontrole e conduta intimidatória perante o juiz. Neymar, derrotado pelas lesões, seu marcador mais implacável, deixou de disputar a Liga Europa 2018 e o seu clube, Paris Saint-Germain, sem a maior e mais cara atração, foi eliminado pelo Real Madri nas oitavas de final. Exatamente o mesmo aconteceu na Champions League 2019, eliminado pelo Manchester United na mesma fase, perdendo em casa quando Neymar xingou o juiz da tribuna e foi suspenso dos três primeiros jogos da Liga Europa 2020 de um total de seis na fase de classificação. Sem contar, na sequência, que agrediu um torcedor no campeonato francês. E agora torceu o tornozelo num amistoso pela Seleção Brasileira e não disputará mais uma Copa América – 2019. Convenhamos, um extenso currículo.
O dilema a ser vencido é nos livrarmos da dependência de Neymar e da orfandade a que fomos relegados. Pior é a dependência do Messi, que nunca se machuca e sempre joga bem, enlouquecendo os argentinos, que não conseguem conquistar uma Copa do Mundo com Messi, nem mesmo uma Copa América vagabunda.
Se Neymar está jogando sua vida fora, dependente de um pai expert em sonegação que não se mostra capaz de ser empresário, gerente de seu portfólio de aplicações, manager, tutor, representante legal, babá, cafetão ou seja lá o que for. Por não cumprir sua função de selecionar garotas de programa, golpistas ou profissionais da extorsão que vão a Paris com passagens e hotel pagos, e depois acusar Neymar de estupro.
A vida que Neymar e seu pai escolheram, sem andar com camisinha, e sem se dar ao menor respeito como figuras públicas, mundialmente famosas que são. A despeito de seu enorme futebol, cuja forma de jogar autocentrada, um espetáculo à parte, precisa ser modificada por atrair invejosos cuja única preocupação é tirá-lo de campo. Se Pelé e Zico, a contragosto, o fizeram. A idade vai chegando e a recuperação tarda, e pode falhar.
O peso da fama dessa proporção faz qualquer um não enxergar um metro à frente. Nem mesmo o processo de desmoralização que se inicia, ainda que a acusação seja forjada, e que o envergonhará a partir daí por se constituir um mau exemplo para a garotada. Não será mais a mesma pessoa. Quem sabe se só assim não irá mudar? A sua sorte é que o torcedor frenético por futebol e sua lenda não o abandonará e continuará a venerá-lo. Possuído pela mesma cegueira diante da fama. O futebol é a melhor desculpa.
Depois de vaiada no 1º tempo, a Seleção Brasileira venceu facilmente a fraquíssima seleção boliviana por 3×0, que ficou o tempo todo lá atrás. Philippe Coutinho compensou sua atuação apagada com 2 gols e o reserva “Cebolinha” brilhou no 3º gol. Tite armou uma seleção com um perfil velho sem renovar o padrão apresentado na Copa da Rússia, salvo no ataque, que precisou variar com a ausência de Neymar, escalando os jovens Richarlison e David Neres, que se movimentaram muito bem. Em compensação, não inspiram a menor confiança Thiago Silva com 34 anos, Fernandinho com 34, Daniel Alves com 36 e Filipe Luís com 33, os dois primeiros muito relacionados aos fracassos nas duas últimas Copas do Mundo, sendo que Thiago Silva não tem a menor moral para fazer reparos ao comportamento da torcida.
A preocupação maior da torcida brasileira é a Argentina não se sagrar campeã da Copa América em território brasileiro sem Neymar presente. Ainda mais se Messi atuar conforme se exibe no Barcelona.

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