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CAPÍTULO CVII – A CIÊNCIA DO ESPIRITISMO

O pão espiritual muda o nosso pensar, sentir e agir. Mas aquele que supõe achar no Espiritismo um meio fácil de tudo descobrir incorre num grande erro, segundo Allan Kardec. Os Espíritos não estão encarregados de nos trazer a Ciência já mastigada. Deus quer que nós estudemos, que trabalhemos e exercitemos nosso pensamento pois, somente a esse preço, adquiriremos maior conhecimento. O Espiritismo tem por meta estudar os Espíritos, a fim de que, por analogia, fiquemos sabendo o que seremos um dia. E não para nos revelar coisas antes do tempo devido. E mesmo que os Espíritos não nos instruam, nós mesmos, ao estudá-los, nos instruímos à semelhança de quando observamos os costumes de um povo que não conhecemos.
Retomada a intervenção espiritual, sem ainda ser presencial na Fundação Marietta Gaio e realizada na residência de cada médium e de quem se encontra sob tratamento, segundo o calendário da Fundação, com todos obedecendo ao regime de confinamento em face da pandemia do coronavírus, a centésima sétima intervenção espiritual, em 5 de junho de 2020, efetivou-se sob a égide da leitura e estudo preliminar sobre os itens 13 a 15 (“Será dado àquele que tem”) do capítulo 18 (“Muitos os chamados e poucos os escolhidos”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Os discípulos de Jesus o questionaram: “Por que falais por parábolas?”. Porque, ao ver, nada veem, e, ao ouvir, nada entendem nem compreendem. Com a medida com que medirdes, medir-vos-ão a vós. Porque, a quem tem, se lhe dá mais ainda, mas de quem não tem, se lhe tira ainda aquilo que não possui. Em suma, dá-se àquele que tem e retira-se daquele que não tem. Mas não é Deus quem retira, é o próprio Espírito que, dispersivo e descuidado, não sabe conservar o que tem e aumentar, na fecundidade, a dádiva semeada em seu coração.
Por não estudar suficientemente a ciência do Espiritismo, aumenta o medo do desconhecido e das coisas que ouve e não entende plenamente. Por ser tão displicente consigo mesmo, é como se não cultivasse o campo, vendo-o coberto de ervas daninhas e não preparado para a colheita, implicando na perda daquilo que ainda não possui, as terras entregues para pagar dívidas.
Quem nada vê e não exercita a mente, não se interessando pelo que seremos um dia em espírito, a cada pôr do sol vai perdendo o que ainda não possui. Tal como o sonho ser uma maneira de mostrar nossa alma em atividade em outros mundos, em outra vida que não a terrena, em outro padrão de energia. Ou, de outro modo, quando acordamos, o espírito parece se resignar a uma posição secundária, para dar espaço às coisas ligadas às questões materiais, condicionados às regras da Terra.
Enquanto encarnados, convivem, nem sempre em harmonia, a vida material e a outra que é pura energia e que só ganha cores reais ao ser exibida em sonho, quando ficamos completamente à mercê da evolução de imagens que vão nos atropelando, inertes no leito. Nada mais natural, ao morrer alguém conhecido, as crianças pedirem para acender a luz do abajur, antes de dormirem, prevendo o embate que irá se travar em sua imaginação.

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