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FÉ E MEDIUNIDADE SÃO COMPLEMENTARES

Foi necessário que o Espiritismo fosse codificado e organizado por Allan Kardec, até por receber diversas influências de crenças e filosofias que o antecederam, tal como o Cristianismo, baseado no amplo sentido humanitário e na solidariedade centrados na lei da caridade. No Budismo, associado às reencarnações e ao carma, e no evolucionismo de Darwin, a explicar a origem, a transformação e a perpetuação das espécies ao longo do tempo, em incessante fluxo de transformações do mundo natural, biológico e espiritual. Mas a fé do Espiritismo é baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo, um espírito muito evoluído que trouxe Luz ao planeta.
O que de fato contribuiu para o crescimento do espiritismo foram as manifestações espirituais que iam se repetindo por toda parte, quando anteriormente eram consideradas uma perturbação mental a caminho do manicômio. Divaldo Franco, por exemplo, se comunicava com espíritos desde criança, e, por muito tempo, foi incompreendido pela família e sendo considerado lunático, chegando a parar nas mãos de psiquiatra. Mesmo depois de ter crescido, o médium ainda sofria para ser aceito, nele se destacando a capacidade de fazer palestras sem precisar se preparar ou garimpar nenhuma informação. Por ter contato mediúnico desde cedo, Yvonne do Amaral Pereira lembrava de sua vida passada e isso fazia com que julgasse sua casa e o seu pai como elementos estranhos. Desde bebê, sofria acessos de tosse que a sufocavam e, atestada como morta, acordava depois, chorando. Transformando-se em experiências de quase-morta contadas em seus livros. Podia fazer sessões de materialização e receber espíritos de pessoas importantes como o Dr. Bezerra de Menezes, cujo encontro com o Espiritismo foi em 1875, somente depois de formado em medicina e feito mestrado, casado duas vezes e ingressado na política. Considerado o “médico dos pobres” por ajudar muito as pessoas desfavorecidas, parecendo um espírita inconsciente.
Se a fé nasce com o ser humano, os médiuns são intérpretes dos Espíritos, suprindo-lhes os organismos materiais que lhes faltam para nos transmitir suas instruções. Toda pessoa que sente, em um grau qualquer, a influência dos espíritos é por isso mesmo médium. A mediunidade pode ser diferente em cada pessoa, porém é preciso que ela seja aperfeiçoada de forma correta, com equilíbrio, racionalmente, com persistência e de modo contínuo. São como árvores que devem dar o alimento espiritual aos seus irmãos. Multiplicar-se para que sejam encontrados em todos os rincões do mundo, em todos os países e classes sociais, junto aos ricos e aos pobres, aos grandes e pequenos, para provar ao homem que todos irão ser chamados a dar sua contribuição, mais cedo ou mais tarde.
No entanto, se desviar o dom precioso da mediunidade que lhes foi concedido para render-se às coisas fúteis ou prejudiciais, a serviço dos interesses materiais, negando-se a torná-lo benéfico para os necessitados ou a não tirar proveito para sua própria melhoria, a fonte seca e acabarão por ceder à área de influência de maus Espíritos, por não terem sabido frutificar a semente e inutilizado o dom posto em suas mãos. Por pura incúria ou soberba.
A fé nasce com o ser humano, que lhe cumpre no tempo fazê-la despertar, germinar e crescer por força de sua própria vontade ativa, pois é a consciência viva e pulsante que ele adquire da sua imensa capacidade. Mas a fé somente é compreendida em seu sentido religioso e Jesus Cristo como Deus de uma religião, capaz de ter operado milagres inacreditáveis, cuja causa era desconhecida dos homens de então, mas que, hoje, em grande parte se explicam e se compreendem pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo, evidenciado em cura física e mental.
Não carecemos de fé somente no Divino, mas especialmente nas forças que carregamos conosco desde que nascemos, que não passam de um desenvolvimento dos dons e capacidades humanas para, por vezes, realizar prodígios.

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Antonio Carlos Gaio
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