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COPA DO MUNDO 2026 – ESTADOS UNIDOS / MÉXICO / CANADÁ

ARGENTINA CLASSIFICADA NA BACIA DAS ALMAS

Marrocos baixou a crista e jogou se defendendo nas quartas contra a França – totalmente retrancado. Sendo facilmente eliminado pela França por 2×0, nivelando-se ao baixo padrão de jogo do Paraguai, dando a impressão de que a França está passeando e se divertindo a valer nos EUA. Só que a França terá de enfrentar na semifinal a Espanha e começar a disputar a Copa do Mundo de verdade.
Tem dias que nada dá certo. Tielemans, o melhor jogador da Bélgica, se contundiu ao se aquecer antes de começar a partida com a Espanha. O goleiro Courtois se machucou no final para o reserva Lammens substitui-lo e, em seguida, “bater roupa”, propiciando a Merino levar a Espanha a vencer de novo nos últimos minutos com gol do herói e sortudo Merino – nas oitavas, foi Portugal (1×0), nas quartas, Bélgica (2×1).
A Inglaterra eliminou a Noruega (2×1) com dois gols de Bellingham (um na prorrogação), brilhando com Harry Kane. É o melhor conjunto de jogadores que a Inglaterra jamais formou. A Noruega não foi nem sombra daquela do confronto com o Brasil. Haaland não foi notado em campo, foi substituído na prorrogação e jamais se esquecerá de seu grande feito na Copa: ter tirado o Brasil da competição. Pior, seu goleiro Nyland, que fechou contra nós, também “bateu roupa” e “entregou o ouro” para os ingleses. Vão voltar à Noruega com remadas fortes.
A Argentina venceu a Suíça por 3×1, vitória desenhada na prorrogação. Marcou um gol logo no início (Mac Allister) e passou a cozinhar a partida. A Suíça veio para cima no 2º tempo, empatou com Ndoye e, logo em seguida, Embolo foi expulso por simular falta já com cartão amarelo, num ato de burrice completa, pois obrigou a sua equipe a jogar com menos um. O golaço de Julian Álvarez impactou tanto quanto uma Argentina cansada de uma campanha que está exigindo muito de seu preparo físico, especialmente Messi. A Argentina vem de uma vitória na prorrogação sobre o surpreendente Cabo Verde, penou para sobrepujar o Egito e a Suíça. Ou não resistirá à Inglaterra na semifinal ou se tornará um campeão épico e heroico como nunca se viu antes.
Ainda a ressaca pela eliminação do Brasil pela Noruega. A confusão das pernas, se conduzir a bola com a direita ou com a esquerda, graças à cabeça abilolada de Endrick, que o fez desperdiçar o passe maravilhoso de Vini e o gol da vitória. Superando o pênalti perdido pelo Bruno Guimarães, se levarmos em consideração que Messi já “pisou na bola” duas vezes e Mbappé, uma, além de na decisão por pênaltis o desempenho ser horroroso.
Ancelotti está nos devendo uma satisfação sobre a atuação de um Brasil sem coragem contra a Noruega. Por que escalou um Bruno Guimarães para bater um pênalti com medo, por que tornou Danilo (o defensor) como intocável e imagem da equipe, se está velho e não é nenhuma “cocada preta”? Por que tivemos que agradecer a Deus por ter contundido as inutilidades do Paquetá e de Raphinha? Por que Gabriel Magalhães deu mole para o Haaland, se está cansado de conhecê-lo do campeonato inglês? Se, ao substituir Rayan, abriu uma avenida para a Noruega deitar e rolar.

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Antonio Carlos Gaio
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