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O NEYMAR DE VERDADE

Neymar enganou a torcida brasileira que ainda acredita que o futebol pentacampeão e mágico de Pelé e Ronaldinho ainda existisse através do mito Neymar. Nós somos muito crédulos e ingênuos, nos deixando ser enlevados pelos sonhos. Natural pela trajetória campeã de nosso futebol. Contudo, em 2010, o treinador René Simões vaticinava que o futebol brasileiro precisava educar o menino Neymar (o que sabia de tudo, então com 18 anos), caso contrário, formaria “um monstro”, quando ele se recusou a bater um pênalti e discutir asperamente com o técnico Dorival Júnior. O “garoto” Neymar participou de 4 Copas do Mundo (de 2014 a 2026), em todas se apresentando ou terminando contundido, ou mesmo encerrando a carreira no banco de reservas. De título de expressão na seleção somente nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Seu ego sempre exigiu batizar a bola ao passar primeiro por seus pés, centralizando as atenções, para, de volta, receber porradas e entradas maldosas a que fez jus, segundo as leis drásticas do futebol, que o desconjuntaram todo. Zico também foi alvo da sanha de jogadores limitados e passou a driblar somente em direção ao gol para preservar sua carreira – questão de miolos que Neymar não cultiva. Mas seu caráter foi pouco a pouco aflorando à medida que se tornava milionário, ao adotar a vida de “nouveau riche” e de “sabe com quem está falando?”, expressando valores que se casaram à perfeição com a bandidagem do bolsonarismo e encontraram eco na maioria dos comentaristas, do gênero ex-jogadores. Por defenderem a classe e seus próprios interesses, pouco se importando com o povo brasileiro, esposando a tese de que Neymar deveria ter sido escalado desde o início da partida com a Noruega que, pelo menos, converteria o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães. Acham uma maravilha o mal-educado do Neymar provocar adversários, arrumar quizumba e intimidar os árbitros, quando não o público presente à partida – um belo exemplo a ser seguido. Só falta Neymar virar um comentarista igual ao Felipe Mello, e nos obrigar a mudar de canal.       

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Antonio Carlos Gaio
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